A BEM-AVENTURANÇA
“ Não conhece verdadeiramente a natureza do calor quem não sabe fazer uma ideia do que quer dizer entrega abnegada do que se possui, do que se tem; e ainda mais, entrega abnegada não só do que se tem, mas também mesmo do que se é. Sacrificar o próprio ser, desprender-se do próprio ser anímico, consciente de que isto implica estar disposto a entregar o melhor de si para o bem do mundo; não permanecer com o melhor de si mesmo, e sim ter a boa vontade de ofertá-lo no altar do universo. E quando alguém sacrifica algo, não porque está pressionado por alguma coisa exterior, tampouco porque espera obter algo, mas sim obedecendo a um impulso que nasce a partir de dentro, então é inconcebível que sinta outra coisa que não seja o calor de bem-aventurança interior. Sentir dentro de si mesmo a bem-aventurança ardente, é o que se pode expressar somente com estas palavras: o que realiza um sacrifício se sente compenetrado do calor, do ardor da bem-aventurança.”
Palavras de Rudolf Steiner, pronunciadas na segunda conferência em 07 de novembro de 1911, em Berlim, Alemanha; tradução : Dr. Bernardo Kaliks.








