sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Fórum clinico das Terapias complementares no CRO MG em Belo Horizonte

 Momento importante para o Odontologia no CRO em Minas Gerais: troca de experiencias e aprendizado sobre as terapias complementares
Palestras: Homeopatia, Antroposofia e Cura Pranica
 
Dr Alvimar: Posturologia
Acupuntura, Cura Prânica, Posturologia e Florais

domingo, 11 de setembro de 2016

Homeopatia ganha espaço na Odontologia e na Veterinária



   


Prática terapêutica que se baseia no tratamento individualizado ganha espaço em outras especialidades
Homeopatia é um tema que gera controvérsias. A própria ciência ainda não chegou a um consenso sobre a prática. Há artigos científicos que a endossam, mas também há os que negam sua eficácia. A população também se divide e muita gente desconfia dos benefícios prometidos. Para os profissionais que optaram por se especializar nessa técnica, não há dúvidas dos benefícios trazidos pela terapêutica que se baseia no princípio de que “semelhante pelo semelhante se cura”.
Independentemente das crenças e descrenças, um fato é que a homeopatia vem sendo utilizada em áreas diversas. Não é apenas a medicina que faz uso das descobertas do médico alemão Samuel Hahnemann. Atualmente, a odontologia e a medicina veterinária também passaram a utilizar as técnicas. No 33o Congresso Brasileiro de Homeopatia, que aconteceu em Campo Grande até terça-feira, profissionais que fazem uso da terapia se encontraram para discutir seus benefícios e aplicações.
Segundo Ariovaldo Ribeiro Filho, presidente da Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB), a homeopatia se baseia no uso de medicamentos que trazem em seus componentes doses mínimas das substâncias que produzem sintomas nos indivíduos. Isso é feito por meio de diluição e dinamização. Uma das vantagens em relação ao método seria o fato de que os medicamentos não são tóxicos. “Diferentemente da alopatia, estamos fortalecendo o organismo do indivíduo”, explica. 
O especialista cita como exemplo o tratamento de um paciente que tem dificuldades para dormir. O tratamento alopático sugere o uso de medicamentos que causam torpor. Na homeopatia, seguindo o princípio da semelhança, seria utilizado um estimulante diluído em dose mínima. Acredita-se que isso faria o organismo reagir de maneira contrária, uma vez que “seria estimulado e tentaria se adaptar a situação, agindo inversamente”, explica.
ODONTOLOGIA
“Como profissional, uma hora se chega a um momento da carreira em que buscamos outras maneiras de tornar uma consulta mais agradável ao paciente”, afirma Robson Lins, que junto à esposa são os únicos dentistas homeopatas de Campo Grande. Segundo ele, as técnicas aprendidas em um curso de especialização servem para tornar o paciente mais receptivo ao tratamento.
Embora a homeopatia não esteja tão difundida em meio à odontologia, Robson acredita que isso é uma questão em mudança. “O Conselho Federal de Odontologia reconheceu o uso de homeopáticos a pouco tempo, com isso, conseguimos a regulamentação jurídica que nos faltava”, explica. Ele afirma que costuma atender, principalmente, pacientes indicados por médicos homeopatas. “Acabamos falando a mesma linguagem”, afirma.
VETERINÁRIA
Esse princípio vem sendo aplicado em outras áreas. Uma das mais promissoras tem sido a medicina veterinária, tanto em animais de pequeno porte quanto em rebanhos. “Passei a utilizar a homeopatia em meu consultório porque vi resultado. Doenças que não podiam ser tratadas de nenhum outro jeito eram curadas com homeopáticos”, explica Mônica Filomena, médica-veterinária e responsável técnica em empresa que produz medicamentos homeopáticos para animais.
Uma das queixas comuns em relação aos tratamentos homeopáticos, feita por quem não acredita na prática, é de que se trataria de placebo, ou seja, o efeito é sugestivo. No entanto, Mônica questiona esse posicionamento. “Os animais não estão sujeitos a isso, eles não sabem que estão sendo medicados com homeopatia e, mesmo assim, vemos ótimos resultados”, comenta.
Assim como as consultas com humanos, o trabalho com a homeopatia veterinária também depende de uma longa consulta, em que se levantam as possíveis causas para determinados sintomas. “A anamnese é feita com o dono, tentamos descobrir o máximo e, assim, produzir um medicamento que atue em um ponto específico”, explica. 
Segundo ela, a veterinária é uma área em que medicamentos alopáticos são usados frequentemente, mas há casos em que eles perdem a eficácia – como no uso de antibióticos, por exemplo. “Ainda há outras vantagens. A homeopatia não causa efeitos colaterais, por exemplo, e também pode ser usada para o tratamento de grandes populações, como rebanhos de gado”.


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Criança terrena e Criança cósmica segundo a Antroposofia


Rudolf Steiner mostra para professores e médicos da escola Waldorf que a cabeça, com suas curvaturas esféricas, é uma imagem da abóbada do céu. É ai que o pensamento pode elevar-se ao espírito. Em suas palestras, Steiner fala da plasticidade da cabeça que predomina nas crianças. Algo do passado foi dado ao seu corpo etérico e foi capaz de trabalhar em particular no desenvolvimento do sistema da cabeça.
É raro encontrarmos uma pessoa, em que a cabeça e o resto do corpo tenham sido igualmente bem formados, de tal modo que temos a impressão de já encontrar a individualidade da criança como uma unidade. Podemos sempre nos perguntar se o indivíduo já está totalmente presente ou se este ainda está por vir. Então, de repente, na quinta série, temos um aperto de mão real de uma criança e percebermos que ela chegou!
Criança terrena
Podemos ter uma criança que dá um aperto de mão firme e forte a partir dos três anos de idade, o que nos dá uma impressão muito diferente. Essas crianças estão muitas vezes com sujeiras em suas mãos, pois gostam de colocá-las na terra. Aqui vemos a conexão com a terra, o interesse em tudo terreno. Estas crianças adoram todos os detalhes da terra, estão totalmente presas ao mundo terreno, e são dotados de um dom para enfrentar a existência terrena. Essas crianças sabem lidar com a terra e seus arredores, têm uma orientação muito prática, mas não são quietas e pensativas, e assim não são capazes de colocar seu dom para em prática, serem úteis, é por isso que eles precisam da nossa ajuda. A criança terrena, independente de seu temperamento, tem um tom leve de melancolia em sua natureza. Isto pode, é claro, ser a fonte de uma série de problemas comportamentais. O tom melancólico é o resultado do fato de que este dom que ela tem para lidar com o terreno, também significa estar sobrecarregada pela terra. Os fatores hereditários predominam nessas crianças, quando elas encarnam. O céu e o cosmos não são fortes o suficiente para equilibrar o terreno, e assim elas tendem a ser dominadas e definidas por aquilo que vem do fluxo da hereditariedade.
A recomendação aqui em termos de terapia é que as necessidades das crianças devem ser atendidas no momento que elas se encontram, atender às necessidades da criança com as medidas apropriadas no momento que ela está. Olhar para a sua fase e respeitar. Se um tom melancólico está presente, levar a criança de um tom mais baixo da melodia para um tom mais alto, e com leveza o humor será. O movimento interior é música e canto, o exterior é de movimento corporal. Assim, a música e a Euritmia são os elementos-chave na terapia de crianças terrenas. Isso pode representar um verdadeiro desafio para os professores, uma vez que estas são precisamente as crianças que se atiram no chão durante o processo e não querem participar.
O que é que estas crianças têm de aprender através do movimento e da música?
Elas têm que aprender a se envolver com os seus sentimentos e no que estão fazendo, e só podem fazer isso se sente um forte sentimento de identificação com o a matéria. As crianças aprendem a desenvolver um sentimento pelo dom especial que lhes foi dado, a capacidade de se mover e de se relacionar com tudo que é terreno. Assim, os sentimentos devem ser despertados para a música e o movimento, e para os elementos do belo, da luz e escuridão, de tenso e relaxado. Através destas experiências, a criança se torna consciente das suas habilidades e interesses. Os sentimentos podem despertar seus pensamentos adormecidos, de modo que os céus também podem começar a falar com essas crianças.
Criança cósmica
A criança cósmica é talentosa e com um rico pensamento vivo. Ela traz uma resposta sensata, aonde temos a sensação de que carrega tesouros interiores, mas tem membros desajeitados que ainda não estão preparados para a vida terrena. As crianças celestiais são bem dotadas e têm uma riqueza interior. Riqueza esta que elas ainda não podem expressar realmente e fazer frutificar na terra, pois por enquanto não são suficientemente talentosas para lidar com o terreno. Isso envolve o funcionamento do seu corpo etérico e a relação dela com o seu passado. Traz certa mobilidade em seu pensamento, Rudolf Steiner chama atenção para todas as disciplinas que exigem observação e reflexão: História, geografia, história natural, literatura e poesia. 
Tanto a criança terrena como a cósmica têm necessidades especiais quanto aos conteúdos das aulas.
Através das artes podemos envolvê-las através dos seus sentimentos e experiências. O caminho da verdadeira arte é o trabalho para se chegar à experiência da beleza, aonde a perfeição nunca é atingida, e se aprende que o que importa é a prática artística criativa. O professor precisa ser um artista que apresenta seus conteúdos e as histórias de forma dramática e criativa. Tal ensino traz a criança cósmica para a Terra, pois seu próprio ser é capaz de encontrar uma conexão com o sistema metabólico e os membros, sua ferramenta para estar na terra.
Por outro lado, a criança terrena com o dom para o movimento, o dom para lidar com a terra, experimenta o poder da beleza e desenvolve a capacidade de dominar seu movimento, lentamente encontrando a conexão com a capacidade do pensamento, sendo levada ao cosmo.
Hoje é cada vez mais difícil para as crianças realmente se manter ereto, estarem presentes nos gestos e nos seus movimentos. As atrações do mundo exterior fazem muitas crianças mais terrenas do que seriam. Quando o professor trabalha especialmente duro em sua postura, em seus gestos, na maneira como seu ego se manifesta através de seu corpo, isso tem um grande efeito sobre as crianças. É importante, no entanto, que Euritmia seja praticada.
As pessoas costumam perguntar se o aspecto terreno está sempre associado com a criança de cabeça pequena e o aspecto cósmico com a criança de cabeça grande. Este não é o caso. Há crianças de cabeça grande e de cabeça pequena, com aspecto terreno ou aspecto cósmico. A cabeça grande e a cabeça pequena são expressões da condição física e da interação do sistema neurológico com o sistema metabólico. Assim, o tratamento nesses dois casos visa apoiar as funções físicas, tais como a nutrição. No caso da criança terrena e da criança cósmica, as coisas são diferentes, pois aqui o ser da criança é abordado no nível etérico. Tudo depende se ela pode individualizar a cabeça ou os membros de um modo adequado.

    

domingo, 7 de agosto de 2016

domingo, 17 de julho de 2016

O medicamento na visão antroposófica

A cura não depende apenas de remédios, mas também da relação harmônica entre o indivíduo e o mundo que cerca. Com o medicamento antroposófico o indivíduo pode resgatar a memória do processo essencial do funcionamento do seu organismo
Zoonar RF / Thinkstockphotos

O processo evolutivo do ser humano pode ser analisado por meio de seu comportamento e muitas de suas ações cotidianas têm como fundamento a imitação. De acordo com psicanalista suíço Carl Jung, essas tendências herdadas e armazenadas no inconsciente coletivo são denominadas arquétipos. Elas são responsáveis por fazer com que o indivíduo se comporte de modo semelhante de seus ancestrais, que enfrentaram situações similares às do presente momento1.
A experiência do arquétipo normalmente se concretiza na forma de emoções associadas a acontecimentos importantes da vida. A antroposofia complementa esta teoria ao afirmar que os arquétipos seriam particularidades internas correspondentes a modelos já existentes de processos fisiológicos, emocionais e espirituais2. Eles estruturam o ser humano em sua individualidade e inter-relações sociais, culturais, biológicas e históricas, processo que compõe em parte sua biografia.
Tal configuração se deve ao desenvolvimento do pensamento, que, ao partir do raciocínio lógico e subjetivo, pode alcançar a essência arquetípica dos processos naturais e participar do processo de cura do indivíduo. O médico Wesley Moraes afirma que para entender o pensamento antroposófico, é necessário compreender sua criação e suas forças curativas3.

Macrocosmos e microcosmos

Assim como o arquétipo constitui uma linguagem na representação humana, o logos (referência grega para a criação) é a força criadora do universo4. Ele é responsável pelo bom funcionamento do universo, pois organiza os arquétipos e se estrutura como a inteligência capaz da criação. Quando um indivíduo adoece, é como se sua energia criativa entrasse em desarmonia5. Seu logos não consegue mais organizar seus arquétipos, e consequentemente suas funções e reações, mesmo dentro do indivíduo. Um estado de caos se instala e gera um desequilíbrio frente às circunstâncias enfrentadas na vida. É a partir desse momento que o conceito de medicamento antroposófico atua com um olhar diferente do modo tradicional. Tal metodologia não apenas terá reflexos no estado físico, mas na totalidade do organismo. O medicamento seria então uma espécie de “gravação” viva da essência da criação. Durante sua ingestão, o indivíduo pode resgatar a memória do processo essencial de seu funcionamento antes do desequilíbrio se instalar, o que funciona como um “logos artificial”.

Tratamento integral

Da mesma forma que o ser humano é considerado como um macrocosmo e possui diversos microcosmos dentro dele, esses possíveis medicamentos possuem a mesma constituição e trazem ordem para o caos3. Tudo pode ser utilizado como um medicamento, desde minerais, plantas e aromas até sons e cores.
Um medicamento antroposófico pode atuar de três modos diferentes no ser humano6:
- Estimular o processo contrário à doença, como ocorre no tratamento alopático de indicação.
- Combate-se uma inflamação com plantas anti-inflamatórias;
- Agir de modo igual à doença para provocar uma reação contrária em direção ao equilíbrio;
- Buscar a atividade normal do órgão ou sistema afetado por meio do “logos artificial”.
Na visão antroposófica, um medicamento é sempre a reafirmação da unidade entre os processos arquetípicos humanos e mundanos. Dessa forma, a vida não é apenas biológica, mas sim social e cultural e essa dimensão não pode ser separada do indivíduo.
O processo de existência do indivíduo então pode ser entendido então como a articulação de um conjunto de esferas7 que integram necessidades sociais, condições de vida e o trabalho humano, que juntamente com sua biografia cria a possibilidade de intervenção em sua própria natureza. Uma construção humana social corresponsável possibilita ao indivíduo superar seus limites e criar sua própria trajetória.

Referências
1. BURKHARD, G. Tomar a vida nas próprias mãos: como trabalhar na própria biografia o conhecimento das leis gerais do desenvolvimento humano. São Paulo: Antroposófica, 2000.
2. CAPONI, S. et al. Medicalização da vida: ética, saúde pública e indústria farmacêutica. Palhoça: Unisul, 2010.
3. MORAES, W. A. Medicina antroposófica: um paradigma para o século XXI. São Paulo: Associação Brasileira de Medicina Antroposófica, 2007.
4. SCHLEIER, R.; GARDIN, N. Medicamentos antroposóficos: vademecum. São Paulo: João de Barro, 2009.
5. SILVEIRA, N. Jung: vida e obra. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
6. STEINER, R. A fisiologia oculta. São Paulo: Antroposófica, 1995.
7. ALL ABOUT PHILOSOPHY. Platão, filósofo grego. Disponível em:http://www.allaboutphilosophy.org/portuguese/platao-filosofo-grego.htm. Acesso em: 26 nov. 2013.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

V Congresso de Medicina Antroposófica da Zona da Mata Mineira


 Encontros, vivências, troca de experiências, multidisciplinaridade, aprendizado e renovação





domingo, 12 de junho de 2016

quarta-feira, 8 de junho de 2016

As 12 virtudes

 Um caminho para quem busca o autodesenvolvimento


O caminho de autodesenvolvimento, as chamadas ´doze virtudes´ estão incluídas em exercícios que podem ser praticados a cada mês do ano, acompanhando o signo correspondente.
Estes exercícios foram recomendados por Helena Blavatzky e Rudolf Steiner lhes deu algumas complementações.
A palavra ´virtude´ se origina do latim virtus, que também é sinônimo de ´potência´ e significa ´força´. 
Recomenda-se iniciar a prática de treinamento das virtudes no dia 22 de março de todo ano, mudando a virtude a cada mês.
Cada virtude quando treinada traz consigo, respectivamente, o desenvolvimento de uma nova qualidade, transformando assim, pouco a pouco a vida daqueles que a exercitam.
A seguir especificamos as doze virtudes, correspondendo aos signos, e suas qualidades transformadas e a cada dia vamos comentar uma dessas virtudes:

SIGNO - VIRTUDE - QUALIDADE 

Áries - Devoção - Renúncia
Touro - Equanimidade - Progresso
Gêmeos - Perseverança - Fidelidade
Câncer - Altruísmo - Purificação
Leão - Compaixão - Liberdade
Virgem -  Polidez - Sensibilidade, cortesia
Libra - Satisfação interior - Serenidade
Escorpião - Paciência - Cognição
Sagitário - Controle da fala, do pensamento - Percepção da verdade
Capricórnio - Coragem - Redenção
Aquário - Discrição - Força meditativa
Peixes - Magnanimidade (grandeza de alma) - Amor

Fonte: As Forças Zodiacais – Gudrun Burkhard

sexta-feira, 27 de maio de 2016

ATM e postura


Atualmente a ciência possui novas evidências quanto a relação das vias aéreas e da ATM com relação à postura do corpo. Sabe-se, por exemplo, que a mandíbula é parte integral do sistema postural, que gera movimentos compensatórios durante a locomoção e cuja condição da ATM e relação muscular com o osso hióide, interferem na respiração e na capacidade motora e força cervical.
O que leva muitos dentistas da OFM e fisioterapeutas a perceberem na prática clínica uma relação entre a oclusão e a postura é o fato de que muitas dessas más oclusões são consequências de patologias da ATM e de alterações das vias aéreas, estas sim, as verdadeiras causas das alterações posturais. Muitos são os exemplos que podem ser utilizados para ilustrar essa situação:
Os retro posicionamentos condilares traumáticos e processos degenerativos articulares podem produzir uma “má oclusão de classe II”, em função da retrusão mandibular e com isso afetar também as vias aéreas; as obstruções nasais, com consequente respiração bucal, costuma produzir uma má oclusão do tipo “mordida aberta anterior” e assim por diante…
Esses fenômenos sim são justo aquele que o dentista ou fisioterapeuta observa na clínica: um paciente com uma má oclusão e uma má postura, que parecem estar relacionadas, mas é preciso entender que a má oclusão em si é também uma consequência e não a causa da situação. As artropatias temporomandibulares e alterações respiratórias são os verdadeiros responsáveis pelas alterações posturais. Se há uma alteração postural em um indivíduo, é preciso proceder a uma avaliação para saber se há componentes ascendentes e descendentes, sendo que para este último, as condições da ATM, vias aéreas e consequentemente da posição ortopédica da mandíbula precisa ser considerada.


terça-feira, 24 de maio de 2016

Terapeuta homeopata

Características básicas para ser um bom homeopata:


* Ter real interesse pela área e principalmente vontade de autoconhecerem-se

* Dedicação intensa aos estudos, pesquisas e autodidatismo inato

* Perseverança

* Habilidade para transitar em varias áreas do conhecimento

* Flexibilidade e multiplicidade intelectual na hora da avaliação

* Vontade de ajudar aos semelhantes, compaixão

* Amor e respeito por todas as manifestações da natureza


Retalhos Homeopaticos - Prof Eliete

domingo, 15 de maio de 2016

Posturologia e oclusão





De fato, não há um bom suporte científico para correlacionar oclusão e postura, mas a respeito de que “oclusão” esses trabalhos estão se referindo? A GNATOLÓGICA! Ou seja, as más oclusões segundo as classes de Angle (como na figura acima) e vários outros parâmetros gnatológicos, que já se sabe, não serem referência de saúde. Aliás, a oclusão gnatológica também já foi um dia a suposta culpada das DTM e a ciência também tratou de mostrar que isso também era um equívoco! Portanto não há correlação científica entre oclusão gnatológica e postura.

Mas será que a posição da mandíbula tem a ver com a postura? A resposta é sim, a posição da mandíbula tem relação com a postura! Mas qual é a relação?

Relação entre a posição da mandíbula e a postura corporal

Do ponto de vista evolutivo, a postura vertical dos seres humanos requereu  profundas mudanças em componentes estruturais do crânio e do corpo. Com a mudança do centro de gravidade, a postura bípede, ereta, necessitou então de um alinhamento de todas as estruturas corporais ao longo de um eixo vertical e, para poder equilibrar a cabeça no ponto mais alto dessa estrutura, uma mudança no formato do crânio ocorreu. Isso implicou sérias modificações  nos maxilares, nas vias aéreas e novas vias neuromotoras que deveriam controlar o sinergismo muscular de forma a manter o equilíbrio vertical e ainda assim permitir que o indivíduo estivesse pronto para se movimentar.

Todas essas mudanças implicaram a incorporação do sistema mandibular na parte pré-cervical do sistema postural. A mandibula, além de ser a ferramenta natural para esmagar os alimentos,  tornou-se então um componente estrutural do mecanismo de postura da cabeça. Com isso o trajeto das vias aéreas,  que nos quadrúpedes se encontra basicamente na horizontal, precisou se “torcer” para manter a nova angulação da cabeça e recuar para acomodar os maxilares mais curtos, criando uma curiosa relação com a articulação temporomandibular, pois os côndilos ( ou cabeças) mandibulares evoluíram para transladar,  ou seja,  se mover para longe da fossa articular, fazendo com que o ponto de rotação da mandíbula  seja próximo ao centro do ramo mandibular e não nos côndilos. Abrir a boca rotacionando apenas nos côndilos implicaria um abaixamento e recuo acentuado do queixo com compressão das vias aéreas .

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Farmácia natural


1. MALVA: Infusão cicatrizante. Eficiente em gargarejos para dor de garganta e bochechos contra gengivite. Receita: ferva uma xícara de água, desligue o fogo e acrescente uma colher de sopa da planta fresca. A infusão deve descansar por dez minutos e ser usada ainda morna.
2. CAPIM-LIMÃO: Suco digestivo e calmante.
Receita: faça um litro de limonada (água, suco de dois limões e açúcar a gosto) e acrescente uma xícara de chá de capim-limão. Bata bem e coe duas vezes para tirar o excesso de fibras cortantes.
3. GUACO: Xarope expectorante e broncodilatador. Ótimo para controlar tosses.
Receita: derreta 200 g de açúcar com cravo, canela e um limão (cortado em quatro, com casca). Acrescente 500 ml de água e sete folhas de guaco. Deixe apurar, apague o fogo e coloque uma colher de sopa de camomila. Coe a mistura e tome uma colher duas vezes por dia.
4. HORTELÃ: Água refrescante para enjoos.
Receita: acrescente um maço de hortelã, rodelas de laranja e de limão-siciliano em um litro de água.
5. BOLDO: Água digestiva, indicada para problemas hepáticos. Também dá realce à pele, se consumida por uma semana.
Receita: para ½ copo de água gelada, coloque uma folha grande de boldo. Deixe descansar por dez minutos antes de ingeri-la.
6. MELISSA: Infusão calmante.
Receita: ferva um litro de água, desligue o fogo e acrescente duas partes de capim-limão, uma parte de melissa e ½ parte de manjericão. Espere dez minutos até consumi-la.
7. ARNICA: Tintura ideal para aliviar as dores de contusões e torções.
Receita: coloque 20 g de arnica em 100 ml de álcool e deixe descansar por dez dias. Armazene o concentrado em uma garrafa bem fechada e, quando necessário, dilua em ½ litro de água. Passe sobre a contusão. Importante: não use a tintura em feridas abertas.
8. POEJO: Compressa calmante, eficaz contra picadas de insetos.
Receita: lave as folhas do poejo e coloque sobre as picadas. A planta alivia o incômodo da coceira.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

V Congresso de Medicina Antroposofica da Zona da Mata - Juiz de Fora MG

 

JUIZ DE FORA É RECONHECIDA POR SER UMAS DAS LOCALIDADES BRASILEIRAS QUE MAIS CONTRIBUI PARA O AVANÇO E EXPANSÃO DA ANTROPOSOFIA, EM ESPECIAL DA MEDICINA ANTROPOSÓFICA
O V Congresso de Medicina Antroposófica da Zona da Mata Mineira - V CMAZMMG, vem para consolidar a forte relação da cidade com a medicina antroposófica e suas terapias e também com a antroposofia em geral, tanto na Zona da Mata Mineira, como em nosso país. Teremos participantes das várias partes do Brasil. Esperamos que você venha participar neste momento em que Juiz de Fora se projeta no cenário nacional, como uma cidade que se destaca pelo cuidado e atenção à saúde integrativa.

Importante elemento da natureza: Dia da Terra - 22 de abril


Respeito a todo ser, à Mãe Terra

Arte: Frida Kahlo


"Se reconhecermos, como os povos originários e muitos cientistas modernos, que a Terra é Gaia, Mãe generosa, geradora de toda vida, então devemos a ela o mesmo respeito e veneração que devotamos às nossas mães. Em grande parte, a crise ecológica mundial deriva da sistemática falta de respeito para com a natureza e a Terra.
O respeito implica reconhecer que cada ser vale por si mesmo, porque simplesmente existe e, ao existir, expressa algo do Ser e daquela Fonte originária de energia e de virtualidades da qual todos provém e para a qual todos retornam (vácuo quântico). Numa perspectiva religiosa, cada ser expressa o próprio Criador.
Ao captarmos os seres como valor intrínseco, surge em nós o sentimento de cuidado e de responsabilidade para com eles a fim de que possam continuar a ser e a coevoluir."
Leonardo Boff é autor de Convivência, Respeito, Tolerância, Vozes 2006.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

O uso de antibioticos na infância



O uso de antibióticos na infância perturba o desenvolvimento da microbiota intestinal

Sabe-se já que o uso precoce de antibióticos está ligado a um maior risco de doenças imunomediadas tais como a doença inflamatória do intestino e asma, bem como a obesidade. É provável que o  efeito é mediado por micróbios intestinais, uma vez que os antibióticos em estudos com animais têm sido apontados como alteradores da composição da microbiota intestinal e redutores de sua biodiversidade. No entanto, até esta data, não havia nenhuma informação sobre os efeitos em longo prazo de antibióticos na microbiota infantil. O estudo, realizado na Universidade de Helsínquia e liderado pelo professor Willem de Vos, incluiu 142 crianças finlandesas, com idades de 2 a 7 anos. Os pesquisadores investigaram quantos tratamentos com o uso de antibióticos as crianças haviam recebido na vida e como os usos refletiram em sua microbiota intestinal. Além disso, eles investigaram a associação entre o uso de antibióticos, asma e índice de massa corporal. O estudo foi publicado na revista científica Nature Communications. Os resultados mostraram que a composição da microbiota intestinal infantil refletiu claramente o uso de antibióticos, desde que estes reduziram a riqueza de espécies de bactérias e retardaram o desenvolvimento da microbiota. Particularmente, a microbiota das crianças que receberam antibióticos macrolídeos, como a azitromicina ou claritromicina, nos últimos dois anos diferiam do normal. Quanto menos tempo se passara desde o último curso de macrolídeos, maior eram as anomalias na microbiota.
“Em geral, parece que a recuperação da flora intestinal de um tratamento antibiótico dura mais de um ano. Se uma criança tem repetidos tratamentos durante os seus primeiros anos, a microbiota pode não ter tempo para se recuperar totalmente”, diz a pesquisadora, Katri Korpela, cujo projeto de tese de doutoramento inclui a pesquisa recém-publicada.
O uso de macrolídeos foi associado com as características da microbiota, já associadas previamente com a obesidade e doenças metabólicas. O seu uso durante os dois primeiros anos de vida foi associado com o aumento do índice de massa corporal. Também, o uso em excesso nos dois primeiros anos de vida foi associado a um maior risco de asma mais tarde na vida. Os macrolídeos parecem promover também o desenvolvimento de resistência aos antibióticos.
“Os antibióticos tipo penicilina pareceram ter um impacto mais fraco sobre a composição e funcionamento do microbioma, em comparação com os macrolídeos”, relata Korpela.
Os resultados suportam a recomendação de evitar os macrolídeos como antibióticos primários, e geralmente restringi-los para no advento de necessidade genuína. Eles não devem ser usados para tratar infecções auto-limitantes, e nunca nos casos de ‘só por precaução’, os pesquisadores enfatizam.


Fonte:https://www.helsinki.fi/en/news/antibiotic-use-in-early-life-disrupt-gut-microbiota-development