sexta-feira, 27 de maio de 2016

ATM e postura


Atualmente a ciência possui novas evidências quanto a relação das vias aéreas e da ATM com relação à postura do corpo. Sabe-se, por exemplo, que a mandíbula é parte integral do sistema postural, que gera movimentos compensatórios durante a locomoção e cuja condição da ATM e relação muscular com o osso hióide, interferem na respiração e na capacidade motora e força cervical.
O que leva muitos dentistas da OFM e fisioterapeutas a perceberem na prática clínica uma relação entre a oclusão e a postura é o fato de que muitas dessas más oclusões são consequências de patologias da ATM e de alterações das vias aéreas, estas sim, as verdadeiras causas das alterações posturais. Muitos são os exemplos que podem ser utilizados para ilustrar essa situação:
Os retro posicionamentos condilares traumáticos e processos degenerativos articulares podem produzir uma “má oclusão de classe II”, em função da retrusão mandibular e com isso afetar também as vias aéreas; as obstruções nasais, com consequente respiração bucal, costuma produzir uma má oclusão do tipo “mordida aberta anterior” e assim por diante…
Esses fenômenos sim são justo aquele que o dentista ou fisioterapeuta observa na clínica: um paciente com uma má oclusão e uma má postura, que parecem estar relacionadas, mas é preciso entender que a má oclusão em si é também uma consequência e não a causa da situação. As artropatias temporomandibulares e alterações respiratórias são os verdadeiros responsáveis pelas alterações posturais. Se há uma alteração postural em um indivíduo, é preciso proceder a uma avaliação para saber se há componentes ascendentes e descendentes, sendo que para este último, as condições da ATM, vias aéreas e consequentemente da posição ortopédica da mandíbula precisa ser considerada.


terça-feira, 24 de maio de 2016

Terapeuta homeopata

Características básicas para ser um bom homeopata:


* Ter real interesse pela área e principalmente vontade de autoconhecerem-se

* Dedicação intensa aos estudos, pesquisas e autodidatismo inato

* Perseverança

* Habilidade para transitar em varias áreas do conhecimento

* Flexibilidade e multiplicidade intelectual na hora da avaliação

* Vontade de ajudar aos semelhantes, compaixão

* Amor e respeito por todas as manifestações da natureza


Retalhos Homeopaticos - Prof Eliete

domingo, 15 de maio de 2016

Posturologia e oclusão





De fato, não há um bom suporte científico para correlacionar oclusão e postura, mas a respeito de que “oclusão” esses trabalhos estão se referindo? A GNATOLÓGICA! Ou seja, as más oclusões segundo as classes de Angle (como na figura acima) e vários outros parâmetros gnatológicos, que já se sabe, não serem referência de saúde. Aliás, a oclusão gnatológica também já foi um dia a suposta culpada das DTM e a ciência também tratou de mostrar que isso também era um equívoco! Portanto não há correlação científica entre oclusão gnatológica e postura.

Mas será que a posição da mandíbula tem a ver com a postura? A resposta é sim, a posição da mandíbula tem relação com a postura! Mas qual é a relação?

Relação entre a posição da mandíbula e a postura corporal

Do ponto de vista evolutivo, a postura vertical dos seres humanos requereu  profundas mudanças em componentes estruturais do crânio e do corpo. Com a mudança do centro de gravidade, a postura bípede, ereta, necessitou então de um alinhamento de todas as estruturas corporais ao longo de um eixo vertical e, para poder equilibrar a cabeça no ponto mais alto dessa estrutura, uma mudança no formato do crânio ocorreu. Isso implicou sérias modificações  nos maxilares, nas vias aéreas e novas vias neuromotoras que deveriam controlar o sinergismo muscular de forma a manter o equilíbrio vertical e ainda assim permitir que o indivíduo estivesse pronto para se movimentar.

Todas essas mudanças implicaram a incorporação do sistema mandibular na parte pré-cervical do sistema postural. A mandibula, além de ser a ferramenta natural para esmagar os alimentos,  tornou-se então um componente estrutural do mecanismo de postura da cabeça. Com isso o trajeto das vias aéreas,  que nos quadrúpedes se encontra basicamente na horizontal, precisou se “torcer” para manter a nova angulação da cabeça e recuar para acomodar os maxilares mais curtos, criando uma curiosa relação com a articulação temporomandibular, pois os côndilos ( ou cabeças) mandibulares evoluíram para transladar,  ou seja,  se mover para longe da fossa articular, fazendo com que o ponto de rotação da mandíbula  seja próximo ao centro do ramo mandibular e não nos côndilos. Abrir a boca rotacionando apenas nos côndilos implicaria um abaixamento e recuo acentuado do queixo com compressão das vias aéreas .

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Farmácia natural


1. MALVA: Infusão cicatrizante. Eficiente em gargarejos para dor de garganta e bochechos contra gengivite. Receita: ferva uma xícara de água, desligue o fogo e acrescente uma colher de sopa da planta fresca. A infusão deve descansar por dez minutos e ser usada ainda morna.
2. CAPIM-LIMÃO: Suco digestivo e calmante.
Receita: faça um litro de limonada (água, suco de dois limões e açúcar a gosto) e acrescente uma xícara de chá de capim-limão. Bata bem e coe duas vezes para tirar o excesso de fibras cortantes.
3. GUACO: Xarope expectorante e broncodilatador. Ótimo para controlar tosses.
Receita: derreta 200 g de açúcar com cravo, canela e um limão (cortado em quatro, com casca). Acrescente 500 ml de água e sete folhas de guaco. Deixe apurar, apague o fogo e coloque uma colher de sopa de camomila. Coe a mistura e tome uma colher duas vezes por dia.
4. HORTELÃ: Água refrescante para enjoos.
Receita: acrescente um maço de hortelã, rodelas de laranja e de limão-siciliano em um litro de água.
5. BOLDO: Água digestiva, indicada para problemas hepáticos. Também dá realce à pele, se consumida por uma semana.
Receita: para ½ copo de água gelada, coloque uma folha grande de boldo. Deixe descansar por dez minutos antes de ingeri-la.
6. MELISSA: Infusão calmante.
Receita: ferva um litro de água, desligue o fogo e acrescente duas partes de capim-limão, uma parte de melissa e ½ parte de manjericão. Espere dez minutos até consumi-la.
7. ARNICA: Tintura ideal para aliviar as dores de contusões e torções.
Receita: coloque 20 g de arnica em 100 ml de álcool e deixe descansar por dez dias. Armazene o concentrado em uma garrafa bem fechada e, quando necessário, dilua em ½ litro de água. Passe sobre a contusão. Importante: não use a tintura em feridas abertas.
8. POEJO: Compressa calmante, eficaz contra picadas de insetos.
Receita: lave as folhas do poejo e coloque sobre as picadas. A planta alivia o incômodo da coceira.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

V Congresso de Medicina Antroposofica da Zona da Mata - Juiz de Fora MG

 

JUIZ DE FORA É RECONHECIDA POR SER UMAS DAS LOCALIDADES BRASILEIRAS QUE MAIS CONTRIBUI PARA O AVANÇO E EXPANSÃO DA ANTROPOSOFIA, EM ESPECIAL DA MEDICINA ANTROPOSÓFICA
O V Congresso de Medicina Antroposófica da Zona da Mata Mineira - V CMAZMMG, vem para consolidar a forte relação da cidade com a medicina antroposófica e suas terapias e também com a antroposofia em geral, tanto na Zona da Mata Mineira, como em nosso país. Teremos participantes das várias partes do Brasil. Esperamos que você venha participar neste momento em que Juiz de Fora se projeta no cenário nacional, como uma cidade que se destaca pelo cuidado e atenção à saúde integrativa.

Importante elemento da natureza: Dia da Terra - 22 de abril


Respeito a todo ser, à Mãe Terra

Arte: Frida Kahlo


"Se reconhecermos, como os povos originários e muitos cientistas modernos, que a Terra é Gaia, Mãe generosa, geradora de toda vida, então devemos a ela o mesmo respeito e veneração que devotamos às nossas mães. Em grande parte, a crise ecológica mundial deriva da sistemática falta de respeito para com a natureza e a Terra.
O respeito implica reconhecer que cada ser vale por si mesmo, porque simplesmente existe e, ao existir, expressa algo do Ser e daquela Fonte originária de energia e de virtualidades da qual todos provém e para a qual todos retornam (vácuo quântico). Numa perspectiva religiosa, cada ser expressa o próprio Criador.
Ao captarmos os seres como valor intrínseco, surge em nós o sentimento de cuidado e de responsabilidade para com eles a fim de que possam continuar a ser e a coevoluir."
Leonardo Boff é autor de Convivência, Respeito, Tolerância, Vozes 2006.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

O uso de antibioticos na infância



O uso de antibióticos na infância perturba o desenvolvimento da microbiota intestinal

Sabe-se já que o uso precoce de antibióticos está ligado a um maior risco de doenças imunomediadas tais como a doença inflamatória do intestino e asma, bem como a obesidade. É provável que o  efeito é mediado por micróbios intestinais, uma vez que os antibióticos em estudos com animais têm sido apontados como alteradores da composição da microbiota intestinal e redutores de sua biodiversidade. No entanto, até esta data, não havia nenhuma informação sobre os efeitos em longo prazo de antibióticos na microbiota infantil. O estudo, realizado na Universidade de Helsínquia e liderado pelo professor Willem de Vos, incluiu 142 crianças finlandesas, com idades de 2 a 7 anos. Os pesquisadores investigaram quantos tratamentos com o uso de antibióticos as crianças haviam recebido na vida e como os usos refletiram em sua microbiota intestinal. Além disso, eles investigaram a associação entre o uso de antibióticos, asma e índice de massa corporal. O estudo foi publicado na revista científica Nature Communications. Os resultados mostraram que a composição da microbiota intestinal infantil refletiu claramente o uso de antibióticos, desde que estes reduziram a riqueza de espécies de bactérias e retardaram o desenvolvimento da microbiota. Particularmente, a microbiota das crianças que receberam antibióticos macrolídeos, como a azitromicina ou claritromicina, nos últimos dois anos diferiam do normal. Quanto menos tempo se passara desde o último curso de macrolídeos, maior eram as anomalias na microbiota.
“Em geral, parece que a recuperação da flora intestinal de um tratamento antibiótico dura mais de um ano. Se uma criança tem repetidos tratamentos durante os seus primeiros anos, a microbiota pode não ter tempo para se recuperar totalmente”, diz a pesquisadora, Katri Korpela, cujo projeto de tese de doutoramento inclui a pesquisa recém-publicada.
O uso de macrolídeos foi associado com as características da microbiota, já associadas previamente com a obesidade e doenças metabólicas. O seu uso durante os dois primeiros anos de vida foi associado com o aumento do índice de massa corporal. Também, o uso em excesso nos dois primeiros anos de vida foi associado a um maior risco de asma mais tarde na vida. Os macrolídeos parecem promover também o desenvolvimento de resistência aos antibióticos.
“Os antibióticos tipo penicilina pareceram ter um impacto mais fraco sobre a composição e funcionamento do microbioma, em comparação com os macrolídeos”, relata Korpela.
Os resultados suportam a recomendação de evitar os macrolídeos como antibióticos primários, e geralmente restringi-los para no advento de necessidade genuína. Eles não devem ser usados para tratar infecções auto-limitantes, e nunca nos casos de ‘só por precaução’, os pesquisadores enfatizam.


Fonte:https://www.helsinki.fi/en/news/antibiotic-use-in-early-life-disrupt-gut-microbiota-development