Atualmente
a ciência possui novas evidências quanto a relação das vias aéreas e da
ATM com relação à postura do corpo. Sabe-se, por exemplo, que a mandíbula é parte integral do
sistema postural, que
gera movimentos
compensatórios durante a locomoção e cuja condição da ATM e relação muscular com o osso hióide, interferem na respiração e na
capacidade motora e força cervical.
O que
leva muitos dentistas da OFM e fisioterapeutas a perceberem na prática clínica
uma relação entre a oclusão e a postura é o fato de que muitas
dessas más oclusões são consequências de patologias da ATM e
de alterações das vias aéreas, estas sim, as verdadeiras causas das alterações
posturais. Muitos são os exemplos que podem ser utilizados para ilustrar
essa situação:
Os retro
posicionamentos condilares traumáticos e processos degenerativos articulares
podem produzir uma “má oclusão de classe II”, em função da retrusão mandibular
e com isso afetar também as vias aéreas; as obstruções nasais, com consequente
respiração bucal, costuma produzir uma má oclusão do tipo “mordida aberta
anterior” e assim por diante…
Esses
fenômenos sim são justo aquele que o dentista ou fisioterapeuta observa na
clínica: um paciente com uma má oclusão e uma má postura, que parecem estar
relacionadas, mas é preciso entender que a má oclusão em si é também
uma consequência e não a causa da situação. As artropatias
temporomandibulares e alterações respiratórias são os verdadeiros responsáveis
pelas alterações posturais. Se há uma
alteração postural em um indivíduo, é preciso proceder a uma avaliação para
saber se há componentes ascendentes e descendentes, sendo que para este
último, as condições da ATM, vias aéreas e consequentemente da posição
ortopédica da mandíbula precisa ser considerada.









