quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Encontro Botucatu de odontólogos integralistas e profissionais da área de saúde

Foi realizado em Botucatu – SP dia 30/05/2010 no IDEIA - Instituto Dentnews, fazenda Demétria sobre a coordenação da Dra Célia Lulo Galitesi e Dr Ricardo Galitesi, um encontro de odontológos, médicos, farmacêuticos, fisioterapeutas, pedagogos e terapeutas com formação e cursos específicos de antroposofia. O evento aconteceu num clima muito caloroso, contando com a presença de vários profissionais, alguns com as suas famílias, despojando-se de um local completo de tranqüilidade, harmonia e acolhimento inexplicáveis. Todos os participantes se sentiram totalmente envolvidos em vivencias pessoais e coletivas, realizados no local. Para definir, Botucatu é uma cidade aconchegante não é atoa que o significado da palavra não poderia ser melhor:"Bons ares". Estiveram presentes no evento: Dra Célia Lulo Galitese (odontóloga – SP) e Dr Ricardo Galitese (engenheiro- SP) com os filhos Lucas e Thales, Dr Mauricio (medico - SP) e Cristiane (terapeuta artística - SP) com as filhas Luisa e Sofia, Carla (odontóloga –SP ) e Juan (médico-SP) com a filha Isa, Dra Maria Dilourdes (odontóloga- RS) e Dr Lucidio (advogado-RS) com a filha Luiza, Dra Danielle (odontóloga- SP) e Marcelo (empresário-SP) com a filha Ana Clara, Dra Letícia Malta (odontóloga – MG), Dra Nelida Fontana (médica-SP), Dra Luciana Hirata (odontóloga –SP) Sylvia(farmacêutica -SP), Estela (pedagoga -SP), Dr Leonardo Figueiredo (odontológo – DF), Dr Carlos (odontólogo –SP), Dr Afranio (odontológo – SP) e Dra Edileia (medica- SP) e Daniela Lulo (fisioterapeuta - SP).



sábado, 22 de janeiro de 2011

As escolhas de uma vida


  "Nós somos a soma das nossas decisões"

A gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso. Desde pequenos aprendemos que ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida". Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura.No amor, a mesma coisa. Namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras: Viver sem laços e viver com laços...
Escolha: Beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto, e não tê-los quando se está cansado.
Por isso é tão importante o auto conhecimento.
Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se devem reavaliar decisões e trocar de caminho. Ninguém é o mesmo para sempre. Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido.
A estrada é longa e o tempo é curto.
Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.
Lembrem-se:
Suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado.
 “É preciso muita coragem para enfrentar seus inimigos. Mas é preciso ainda mais coragem para enfrentar seus amigos".
Às vezes, é preciso esquecer um pouco a pressa e prestar mais atenção em todas as direções ao longo do caminho. A pressa cega os olhos e deixamos de observar tantas coisas boas e belas que acontecem ao nosso redor. Às vezes, o que precisamos está tão próximo...passamos, olhamos, mas não enxergamos.
Não basta apenas olhar. É preciso saber olhar com os olhos, enxergar com a alma e apreciar com o coração.
O primeiro passo para existir é imaginar. O segundo é nunca se esquecer de que querer é poder, basta acreditar.





O que é Antroposofia



Conheça um pouco desse grande universo da arte de curar.

“A Antroposofia considera o ser humano além do seu aspecto corporal, valorizando também sua vida psíquica e sua individualidade: corpo, alma e espírito, instâncias que estão em permanente movimento e interação entre si e com o mundo à sua volta.
Mais do que uma especialidade médica, a Medicina Antroposófica é, dessa maneira, uma ampliação da Medicina Acadêmica; uma base a partir da qual cada médico enriquece sua prática. Em seus princípios está a busca por uma atuação mais viva, artística e integrada, que atenda ao homem nas suas diversas dimensões, porque ele é um ser corpóreo, anímico e espiritual.”
Nos últimos séculos, o conhecimento humano tem passado por profundas transformações, graças ao enorme desenvolvimento ocorrido no âmbito da ciência e da tecnologia. Essa evolução tem sido marcada, no entanto, pela forte presença das concepções materialistas que, quando aplicadas de maneira unilateral à área biomédica, influenciam radicalmente o conceito acerca do ser humano e, desse modo também a pesquisa científica e a utilização de seus resultados. Algumas linhas da ciência moderna ainda entendem o ser humano como um animal especializado e refinado pela evolução das espécies, que pode ser plenamente explicado pelos princípios da Mecânica e da Física. Freqüentemente, não valorizam o significado de aspectos fundamentais que o cercam, como o ambiente em que vive sua cultura e biografia, vida coletiva, laços afetivos e familiares, seus sentimentos, pensamentos, religiosidade, entre outros. A Medicina, mais especificamente, obteve enorme crescimento graças a esse materialismo científico, que abriu portas para o conhecimento dos mais intrínsecos detalhes da anatomia, fisiologia, microbiologia, bioquímica, entre outras áreas – levando a uma natural especialização no tratamento do corpo (seja de órgãos isolados ou de complexos sistemas) -, utilizando-se para isso de modernos equipamentos e substâncias sintéticas.
O avanço surgido dessa maneira, embora tenha trazido incontáveis benefícios no diagnóstico e tratamento de diversas doenças, gerou uma incapacidade para compreender o ser humano como um todo.
É justamente essa visão global que a Medicina Antroposófica resgata ao considerar o ser humano além do seu aspecto corporal, valorizando também sua vida psíquica e sua individualidade: corpo, alma e espírito – instâncias que estão em permanente movimento e intenção entre si e com o mundo à sua volta. Mais do que uma especialidade médica, a Medicina Antroposófica é, dessa maneira, uma ampliação da Medicina Acadêmica; uma base a partir da qual cada médico enriquece sua prática. Em seus princípios está a busca por uma atuação mais viva, artística e integrada, que atenda ao homem nas suas diversas dimensões, porque ele é um ser corpóreo, anímico e  espiritual.
Os fundamentos da Medicina Antroposófica surgiram na Europa, no início do século XX, a partir do trabalho conjunto de médicos liderados pela Dra. Ita Wegman e Rudolf Steiner, um dos maiores pensadores contemporâneos. Steiner deixou um legado de mais de 60 livros e 400 monografias, nos quais delineou as bases da Antroposofia
(anthropos = homem, Sofia = sabedoria), caracterizada também como CiênciaEspiritual.
Dedicou sua vida à tarefa de compreender e traduzir o conhecimento dos fenômenos que não são percebidos diretamente pelos sentidos comuns (tato, olfato, paladar, audição e visão) e descreveu detalhadamente esses elementos que permeiam tudo à nossa volta. Os estudos de Rudolf Steiner, por sua vez, foram influenciados pela pesquisa de Goethe, que chamou a atenção para a existência das formas arquetípicas nos reinos da natureza e inundou com poesia, beleza e graça, a fria ciência do século XIX. Alguns exemplos são a teoria das cores e os estudos sobre a metamorfose das plantas, propostos pelo cientista-poeta alemão.
A partir da Antroposofia, a noção de cosmos ganha novas dimensões. Cada elemento, substância, ser vivo e criatura sobre a face da Terra faz parte de um único organismo, de um todo que respira e vive. Esse cosmos possui não apenas seu aspecto material visível e mensurável, com suas leis já bem descritas pela Física, mas também seu aspecto imaterial (espiritual), não percebido diretamente pelos sentidos – denominados na Antroposofia, elementos supra-sensíveis. O ser humano é considerado uma imagem condensada desse cosmos, um microcosmo em contínua respiração com o macrocosmo.
Ita Wegman, de maneira pioneira e corajosa, não se limitou a pensar esses conceitos, e concretizou a Medicina Antroposófica, ao indicar medicamentos e terapias apropriadas para esta nova imagem da entidade humana em seu processo de saúde e doença.
De maneira concreta, podemos apresentar o homem, à luz da Antroposofia, como portador de quatro estruturas essenciais, de quatro elementos constituintes, também habitualmente chamados de “corpos”. Uma analogia pode ser tanto com os quatro reinos da natureza como também com os quatro elementos alquímicos fundamentais.
São eles:
Corpo Físico: é a estrutura sólida, substancial, existente em diversas formas em todos os reinos da natureza (mineral, terra).
Corpo Vital ou Etérico: é o fundamento da vida, das características puramente vegetativas (crescimento, regeneração e reprodução), presentes em todos os organismos vivos  (vegetal, água).
Corpo Anímico ou Astral: é o fundamento da organização sensitiva do homem. Ele reordena os processos biológicos, permitindo a aparição do sistema nervoso e da vida psíquica no mundo animal e no homem (animal, anima, alma, ar).
Organização do Eu: é a organização própria do homem, considerada como nossa entidade espiritual e responsável pela autoconsciência, reorganizando as atuações dos outros três corpos. Sua presença determina o surgimento do andar ereto e das capacidades de falar e pensar. Está relacionada como calor no âmbito do organismo (espírito, calor, fogo).
Assim, o diagnóstico em Medicina Antroposófica envolve, além da anamnese, do exame clínico e dos exames complementares, a pesquisa dessas estruturas não sensíveis da natureza humana (corpo vital, corpo anímico e organização do Eu), por meio da metodologia própria, inspirada no estudo fenomenológico do modelo vivo saudável.
A terapêutica antroposófica envolve o uso de medicamentos específicos, procedentes de substâncias dos reinos mineral, vegetal e animal, utilizados de acordo com processos farmacêuticos próprios de diluição e dinamização, além de terapias complementares, tais como: terapia artística, massagem rítmica, aplicações externas, euritmia curativa, musicoterapia, quirofonética, dentre outras. Como a Medicina Antroposófica não se contrapõe à Medicina Acadêmica, há a possibilidade de uso concomitante dos medicamentos convencionais, quando necessário. Atualmente a Medicina Antroposófica é praticada em 44 países nos cinco continentes.
(Texto extraído do Informativo número 1-Ano I- da SBMA-Sociedade Brasileira de Médicos Antroposóficos -dezembro de 2000)

O SUCESSO É CONSEQÜÊNCIA

Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos.
Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.
Um dos garotos tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro.
Diminuíram o passo e olharam para trás. Então viraram e voltaram...
Todos
voltaram…
Uma das meninas com Síndrome de Down ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse:
- Pronto, agora vai sarar!
E todos os noves competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada.
O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos...
Talvez os atletas fossem deficientes mentais...
Mas com certeza, não eram deficientes espirituais...

 “Isso porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique ter que diminuir os nossos passos..."

Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso...

 

REGRAS PARA SE TORNAR HUMANO.

1- Você receberá um corpo. Poderá amá-lo ou odiá-lo, mas ele será seu todo o tempo.
2- Você aprenderá lições. Você está matriculado numa escola informal de tempo integral chamada vida. A cada dia, terá oportunidade de aprender lições. Você poderá amá-las ou considerá-las idiotas e irrelevantes.
3- Não há erros, apenas lições. O crescimento é um processo de ensaio e erro, de experimentação. Os experimentos "mal sucedidos" são parte do processo, assim como os experimentos que, em última análise, "funcionam".
4- Cada lição é repetida até ser aprendida. Ela será apresentada a você sob várias formas. Quando você a tiver aprendido, poderá passar para a próxima.
5- Aprender lições é uma tarefa sem fim. Não há nenhuma parte da vida que não contenha lições. Se você esta vivo, há lições a serem aprendidas e ensinadas.
6- "Lá" só será melhor que "Aqui"... Quando o seu "Lá" se tornar um "Aqui", você simplesmente terá outro "Lá", que novamente parecerá melhor que "Aqui".
7- Os outros são apenas espelhos. Você não pode amar ou odiar alguma coisa em outra pessoa, a menos que ela reflita algo que você ame ou deteste em você mesmo.
8- O que você faz de sua vida é problema seu. Você tem todas as ferramentas e recursos de que precisa. O que você faz com eles não é da conta de ninguém. A escolha é sua.
9- As respostas para as questões da vida estão dentro de você.Você só precisar olhar, ouvir e confiar.
10- Você se esquecerá de tudo isso... e ainda assim, você se lembrará.
(Autor desconhecido).

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A visão da Ortopedia e Ortodontia segundo a Odontologia Integral Antroposófica

Se formos analisar o diagnóstico ortopédico e ortodôntico dos pacientes, além do exame clínico, faremos vários exames complementares necessários. Estudaremos a análise radiográfica, análise de modelos, a análise facial e funcional.
Ampliando o diagnóstico ortopédico e ortodôntico na visão antroposófica, teremos uma anamese mais completa, onde além de analisarmos os dados científicos, anteriormente citados, conheceremos outros fatores, como os sistemas orgânicos.
Olharemos o paciente como um todo, não apenas examinado uma parte do seu corpo que é a boca.
Partindo do princípio que cada indivíduo possui uma hereditariedade, um temperamento, um biótipo, uma biografia, iremos além de um simples exame corporal. 
Não podemos ser apenas seguidores de técnicas ortodônticas e acompanhar medidas cefalométricas, traçando planos de tratamentos com uma visão técnica e racional. Temos que entender como este ser humano veio ao mundo, o seu desenvolvimento corporal, emocional e suas funções vitais. 
Além disso,todo cirurgião-dentista ligado a antroposofia deve ter a ampliação do diagnóstico ortopédico ortodôntico, conhecendo como é o pensar, o sentir, o atuar dos seus pacientes. 
Quantas vezes, eles nos procuram queixando-se de dores, com sérios problemas de oclusão, e ao examiná-los observamos que não apresentam apenas problemas orais. Normalmente encontramos outros problemas associados: orgânicos, emocionais ou ambos. 
Estejamos cientes que tratando somente a boca, não estaremos equilibrando o todo, mas se atuarmos juntos, resolvendo os problemas orais e solucionando os problemas orgânicos, muitos casos serão eficientemente tratados.  
O paciente estará equilibrado e manterá sua saúde físico-psíquico e espiritual em perfeito estado.

Boca, reflexo do corpo

A boca é o espelho da alma.
Sua importância  na saúde inicia-se na gestação. Chegamos à vida através do choro e da respiraçao. 
Muitas doenças infantis como sarampo, rubéola, catapora, manifestam-se inicialmente na boca, para depois manifestar no restante do corpo.
A criança em crescimento pode ser comparada a uma flor: sensível e bela. Absorve todas as emoções. Estas emoçoes podem se manifestar através sintomas bucais como dores, bruxismos, halitoses, disfunçoes da fala, etc.
Assim ocorre também com adultos, onde há a somatização dos problemas sistemicos, aparecendo sinais e sintomas bucais. 
Não podemos tratar do corpo sem a boca e nem da boca sem o corpo.
A cura vem de um equilibrio de ambos.