sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Fórum clinico das Terapias complementares no CRO MG em Belo Horizonte

 Momento importante para o Odontologia no CRO em Minas Gerais: troca de experiencias e aprendizado sobre as terapias complementares
Palestras: Homeopatia, Antroposofia e Cura Pranica
 
Dr Alvimar: Posturologia
Acupuntura, Cura Prânica, Posturologia e Florais

domingo, 11 de setembro de 2016

Homeopatia ganha espaço na Odontologia e na Veterinária



   


Prática terapêutica que se baseia no tratamento individualizado ganha espaço em outras especialidades
Homeopatia é um tema que gera controvérsias. A própria ciência ainda não chegou a um consenso sobre a prática. Há artigos científicos que a endossam, mas também há os que negam sua eficácia. A população também se divide e muita gente desconfia dos benefícios prometidos. Para os profissionais que optaram por se especializar nessa técnica, não há dúvidas dos benefícios trazidos pela terapêutica que se baseia no princípio de que “semelhante pelo semelhante se cura”.
Independentemente das crenças e descrenças, um fato é que a homeopatia vem sendo utilizada em áreas diversas. Não é apenas a medicina que faz uso das descobertas do médico alemão Samuel Hahnemann. Atualmente, a odontologia e a medicina veterinária também passaram a utilizar as técnicas. No 33o Congresso Brasileiro de Homeopatia, que aconteceu em Campo Grande até terça-feira, profissionais que fazem uso da terapia se encontraram para discutir seus benefícios e aplicações.
Segundo Ariovaldo Ribeiro Filho, presidente da Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB), a homeopatia se baseia no uso de medicamentos que trazem em seus componentes doses mínimas das substâncias que produzem sintomas nos indivíduos. Isso é feito por meio de diluição e dinamização. Uma das vantagens em relação ao método seria o fato de que os medicamentos não são tóxicos. “Diferentemente da alopatia, estamos fortalecendo o organismo do indivíduo”, explica. 
O especialista cita como exemplo o tratamento de um paciente que tem dificuldades para dormir. O tratamento alopático sugere o uso de medicamentos que causam torpor. Na homeopatia, seguindo o princípio da semelhança, seria utilizado um estimulante diluído em dose mínima. Acredita-se que isso faria o organismo reagir de maneira contrária, uma vez que “seria estimulado e tentaria se adaptar a situação, agindo inversamente”, explica.
ODONTOLOGIA
“Como profissional, uma hora se chega a um momento da carreira em que buscamos outras maneiras de tornar uma consulta mais agradável ao paciente”, afirma Robson Lins, que junto à esposa são os únicos dentistas homeopatas de Campo Grande. Segundo ele, as técnicas aprendidas em um curso de especialização servem para tornar o paciente mais receptivo ao tratamento.
Embora a homeopatia não esteja tão difundida em meio à odontologia, Robson acredita que isso é uma questão em mudança. “O Conselho Federal de Odontologia reconheceu o uso de homeopáticos a pouco tempo, com isso, conseguimos a regulamentação jurídica que nos faltava”, explica. Ele afirma que costuma atender, principalmente, pacientes indicados por médicos homeopatas. “Acabamos falando a mesma linguagem”, afirma.
VETERINÁRIA
Esse princípio vem sendo aplicado em outras áreas. Uma das mais promissoras tem sido a medicina veterinária, tanto em animais de pequeno porte quanto em rebanhos. “Passei a utilizar a homeopatia em meu consultório porque vi resultado. Doenças que não podiam ser tratadas de nenhum outro jeito eram curadas com homeopáticos”, explica Mônica Filomena, médica-veterinária e responsável técnica em empresa que produz medicamentos homeopáticos para animais.
Uma das queixas comuns em relação aos tratamentos homeopáticos, feita por quem não acredita na prática, é de que se trataria de placebo, ou seja, o efeito é sugestivo. No entanto, Mônica questiona esse posicionamento. “Os animais não estão sujeitos a isso, eles não sabem que estão sendo medicados com homeopatia e, mesmo assim, vemos ótimos resultados”, comenta.
Assim como as consultas com humanos, o trabalho com a homeopatia veterinária também depende de uma longa consulta, em que se levantam as possíveis causas para determinados sintomas. “A anamnese é feita com o dono, tentamos descobrir o máximo e, assim, produzir um medicamento que atue em um ponto específico”, explica. 
Segundo ela, a veterinária é uma área em que medicamentos alopáticos são usados frequentemente, mas há casos em que eles perdem a eficácia – como no uso de antibióticos, por exemplo. “Ainda há outras vantagens. A homeopatia não causa efeitos colaterais, por exemplo, e também pode ser usada para o tratamento de grandes populações, como rebanhos de gado”.


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Criança terrena e Criança cósmica segundo a Antroposofia


Rudolf Steiner mostra para professores e médicos da escola Waldorf que a cabeça, com suas curvaturas esféricas, é uma imagem da abóbada do céu. É ai que o pensamento pode elevar-se ao espírito. Em suas palestras, Steiner fala da plasticidade da cabeça que predomina nas crianças. Algo do passado foi dado ao seu corpo etérico e foi capaz de trabalhar em particular no desenvolvimento do sistema da cabeça.
É raro encontrarmos uma pessoa, em que a cabeça e o resto do corpo tenham sido igualmente bem formados, de tal modo que temos a impressão de já encontrar a individualidade da criança como uma unidade. Podemos sempre nos perguntar se o indivíduo já está totalmente presente ou se este ainda está por vir. Então, de repente, na quinta série, temos um aperto de mão real de uma criança e percebermos que ela chegou!
Criança terrena
Podemos ter uma criança que dá um aperto de mão firme e forte a partir dos três anos de idade, o que nos dá uma impressão muito diferente. Essas crianças estão muitas vezes com sujeiras em suas mãos, pois gostam de colocá-las na terra. Aqui vemos a conexão com a terra, o interesse em tudo terreno. Estas crianças adoram todos os detalhes da terra, estão totalmente presas ao mundo terreno, e são dotados de um dom para enfrentar a existência terrena. Essas crianças sabem lidar com a terra e seus arredores, têm uma orientação muito prática, mas não são quietas e pensativas, e assim não são capazes de colocar seu dom para em prática, serem úteis, é por isso que eles precisam da nossa ajuda. A criança terrena, independente de seu temperamento, tem um tom leve de melancolia em sua natureza. Isto pode, é claro, ser a fonte de uma série de problemas comportamentais. O tom melancólico é o resultado do fato de que este dom que ela tem para lidar com o terreno, também significa estar sobrecarregada pela terra. Os fatores hereditários predominam nessas crianças, quando elas encarnam. O céu e o cosmos não são fortes o suficiente para equilibrar o terreno, e assim elas tendem a ser dominadas e definidas por aquilo que vem do fluxo da hereditariedade.
A recomendação aqui em termos de terapia é que as necessidades das crianças devem ser atendidas no momento que elas se encontram, atender às necessidades da criança com as medidas apropriadas no momento que ela está. Olhar para a sua fase e respeitar. Se um tom melancólico está presente, levar a criança de um tom mais baixo da melodia para um tom mais alto, e com leveza o humor será. O movimento interior é música e canto, o exterior é de movimento corporal. Assim, a música e a Euritmia são os elementos-chave na terapia de crianças terrenas. Isso pode representar um verdadeiro desafio para os professores, uma vez que estas são precisamente as crianças que se atiram no chão durante o processo e não querem participar.
O que é que estas crianças têm de aprender através do movimento e da música?
Elas têm que aprender a se envolver com os seus sentimentos e no que estão fazendo, e só podem fazer isso se sente um forte sentimento de identificação com o a matéria. As crianças aprendem a desenvolver um sentimento pelo dom especial que lhes foi dado, a capacidade de se mover e de se relacionar com tudo que é terreno. Assim, os sentimentos devem ser despertados para a música e o movimento, e para os elementos do belo, da luz e escuridão, de tenso e relaxado. Através destas experiências, a criança se torna consciente das suas habilidades e interesses. Os sentimentos podem despertar seus pensamentos adormecidos, de modo que os céus também podem começar a falar com essas crianças.
Criança cósmica
A criança cósmica é talentosa e com um rico pensamento vivo. Ela traz uma resposta sensata, aonde temos a sensação de que carrega tesouros interiores, mas tem membros desajeitados que ainda não estão preparados para a vida terrena. As crianças celestiais são bem dotadas e têm uma riqueza interior. Riqueza esta que elas ainda não podem expressar realmente e fazer frutificar na terra, pois por enquanto não são suficientemente talentosas para lidar com o terreno. Isso envolve o funcionamento do seu corpo etérico e a relação dela com o seu passado. Traz certa mobilidade em seu pensamento, Rudolf Steiner chama atenção para todas as disciplinas que exigem observação e reflexão: História, geografia, história natural, literatura e poesia. 
Tanto a criança terrena como a cósmica têm necessidades especiais quanto aos conteúdos das aulas.
Através das artes podemos envolvê-las através dos seus sentimentos e experiências. O caminho da verdadeira arte é o trabalho para se chegar à experiência da beleza, aonde a perfeição nunca é atingida, e se aprende que o que importa é a prática artística criativa. O professor precisa ser um artista que apresenta seus conteúdos e as histórias de forma dramática e criativa. Tal ensino traz a criança cósmica para a Terra, pois seu próprio ser é capaz de encontrar uma conexão com o sistema metabólico e os membros, sua ferramenta para estar na terra.
Por outro lado, a criança terrena com o dom para o movimento, o dom para lidar com a terra, experimenta o poder da beleza e desenvolve a capacidade de dominar seu movimento, lentamente encontrando a conexão com a capacidade do pensamento, sendo levada ao cosmo.
Hoje é cada vez mais difícil para as crianças realmente se manter ereto, estarem presentes nos gestos e nos seus movimentos. As atrações do mundo exterior fazem muitas crianças mais terrenas do que seriam. Quando o professor trabalha especialmente duro em sua postura, em seus gestos, na maneira como seu ego se manifesta através de seu corpo, isso tem um grande efeito sobre as crianças. É importante, no entanto, que Euritmia seja praticada.
As pessoas costumam perguntar se o aspecto terreno está sempre associado com a criança de cabeça pequena e o aspecto cósmico com a criança de cabeça grande. Este não é o caso. Há crianças de cabeça grande e de cabeça pequena, com aspecto terreno ou aspecto cósmico. A cabeça grande e a cabeça pequena são expressões da condição física e da interação do sistema neurológico com o sistema metabólico. Assim, o tratamento nesses dois casos visa apoiar as funções físicas, tais como a nutrição. No caso da criança terrena e da criança cósmica, as coisas são diferentes, pois aqui o ser da criança é abordado no nível etérico. Tudo depende se ela pode individualizar a cabeça ou os membros de um modo adequado.

    

domingo, 7 de agosto de 2016

domingo, 17 de julho de 2016

O medicamento na visão antroposófica

A cura não depende apenas de remédios, mas também da relação harmônica entre o indivíduo e o mundo que cerca. Com o medicamento antroposófico o indivíduo pode resgatar a memória do processo essencial do funcionamento do seu organismo
Zoonar RF / Thinkstockphotos

O processo evolutivo do ser humano pode ser analisado por meio de seu comportamento e muitas de suas ações cotidianas têm como fundamento a imitação. De acordo com psicanalista suíço Carl Jung, essas tendências herdadas e armazenadas no inconsciente coletivo são denominadas arquétipos. Elas são responsáveis por fazer com que o indivíduo se comporte de modo semelhante de seus ancestrais, que enfrentaram situações similares às do presente momento1.
A experiência do arquétipo normalmente se concretiza na forma de emoções associadas a acontecimentos importantes da vida. A antroposofia complementa esta teoria ao afirmar que os arquétipos seriam particularidades internas correspondentes a modelos já existentes de processos fisiológicos, emocionais e espirituais2. Eles estruturam o ser humano em sua individualidade e inter-relações sociais, culturais, biológicas e históricas, processo que compõe em parte sua biografia.
Tal configuração se deve ao desenvolvimento do pensamento, que, ao partir do raciocínio lógico e subjetivo, pode alcançar a essência arquetípica dos processos naturais e participar do processo de cura do indivíduo. O médico Wesley Moraes afirma que para entender o pensamento antroposófico, é necessário compreender sua criação e suas forças curativas3.

Macrocosmos e microcosmos

Assim como o arquétipo constitui uma linguagem na representação humana, o logos (referência grega para a criação) é a força criadora do universo4. Ele é responsável pelo bom funcionamento do universo, pois organiza os arquétipos e se estrutura como a inteligência capaz da criação. Quando um indivíduo adoece, é como se sua energia criativa entrasse em desarmonia5. Seu logos não consegue mais organizar seus arquétipos, e consequentemente suas funções e reações, mesmo dentro do indivíduo. Um estado de caos se instala e gera um desequilíbrio frente às circunstâncias enfrentadas na vida. É a partir desse momento que o conceito de medicamento antroposófico atua com um olhar diferente do modo tradicional. Tal metodologia não apenas terá reflexos no estado físico, mas na totalidade do organismo. O medicamento seria então uma espécie de “gravação” viva da essência da criação. Durante sua ingestão, o indivíduo pode resgatar a memória do processo essencial de seu funcionamento antes do desequilíbrio se instalar, o que funciona como um “logos artificial”.

Tratamento integral

Da mesma forma que o ser humano é considerado como um macrocosmo e possui diversos microcosmos dentro dele, esses possíveis medicamentos possuem a mesma constituição e trazem ordem para o caos3. Tudo pode ser utilizado como um medicamento, desde minerais, plantas e aromas até sons e cores.
Um medicamento antroposófico pode atuar de três modos diferentes no ser humano6:
- Estimular o processo contrário à doença, como ocorre no tratamento alopático de indicação.
- Combate-se uma inflamação com plantas anti-inflamatórias;
- Agir de modo igual à doença para provocar uma reação contrária em direção ao equilíbrio;
- Buscar a atividade normal do órgão ou sistema afetado por meio do “logos artificial”.
Na visão antroposófica, um medicamento é sempre a reafirmação da unidade entre os processos arquetípicos humanos e mundanos. Dessa forma, a vida não é apenas biológica, mas sim social e cultural e essa dimensão não pode ser separada do indivíduo.
O processo de existência do indivíduo então pode ser entendido então como a articulação de um conjunto de esferas7 que integram necessidades sociais, condições de vida e o trabalho humano, que juntamente com sua biografia cria a possibilidade de intervenção em sua própria natureza. Uma construção humana social corresponsável possibilita ao indivíduo superar seus limites e criar sua própria trajetória.

Referências
1. BURKHARD, G. Tomar a vida nas próprias mãos: como trabalhar na própria biografia o conhecimento das leis gerais do desenvolvimento humano. São Paulo: Antroposófica, 2000.
2. CAPONI, S. et al. Medicalização da vida: ética, saúde pública e indústria farmacêutica. Palhoça: Unisul, 2010.
3. MORAES, W. A. Medicina antroposófica: um paradigma para o século XXI. São Paulo: Associação Brasileira de Medicina Antroposófica, 2007.
4. SCHLEIER, R.; GARDIN, N. Medicamentos antroposóficos: vademecum. São Paulo: João de Barro, 2009.
5. SILVEIRA, N. Jung: vida e obra. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
6. STEINER, R. A fisiologia oculta. São Paulo: Antroposófica, 1995.
7. ALL ABOUT PHILOSOPHY. Platão, filósofo grego. Disponível em:http://www.allaboutphilosophy.org/portuguese/platao-filosofo-grego.htm. Acesso em: 26 nov. 2013.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

V Congresso de Medicina Antroposófica da Zona da Mata Mineira


 Encontros, vivências, troca de experiências, multidisciplinaridade, aprendizado e renovação





domingo, 12 de junho de 2016